Oito de Espadas
Tradicionalmente negativa, carta desagradável, que indica uma situação muito difícil. Saindo para o futuro, o Oito de Espadas avisa que as coisas não correrão bem, e será complicado sair dessa situação. É um aviso bastante claro de que as coisas podem correr mal, haverá alguns obstáculos. Como resultado, o consulente arrisca-se a cair em circunstâncias desagradáveis, a sentir-se encurralado e fortemente limitado na liberdade de tomar decisões. A carta pode ser tanto um aviso como descrever uma situação desagradável que já ocorreu.
Tradicionalmente negativa, carta desagradável, que indica uma situação muito difícil. Saindo para o futuro, o Oito de Espadas avisa que as coisas não correrão bem, e será complicado sair dessa situação. É um aviso bastante claro de que as coisas podem correr mal, haverá alguns obstáculos. Como resultado, o consulente arrisca-se a cair em circunstâncias desagradáveis, a sentir-se encurralado e fortemente limitado na liberdade de tomar decisões. A carta pode ser tanto um aviso como descrever uma situação desagradável que já ocorreu.
É uma carta de limitações. Descreve estados de estar amarrado, enredado, desamparo, todas aquelas situações em que a pessoa não se sente livre e não pode viver como gosta. Por vezes, o Oito de Espadas sai no momento em que a vida pressiona de todos os lados, circunstâncias complicadas não permitem fazer seja o que for como se gostaria, e é preciso constantemente renunciar aos próprios desejos e coisas queridas. Outras cartas podem sugerir com o que isso está relacionado e se vale a pena. Talvez o tema mais vivo que o Oito de Espadas levanta, seja qual for a questão, é que a pessoa permitiu que alguém completamente diferente decidisse por ela. Ela entregou o poder, entregou a força, tornou-se refém do que outra pessoa faz ou deixa de fazer, e não espera nada de si mesma, como se nada dependesse dela neste mundo. Porquê? O que a leva a agir assim? Afinal, não devia ser assim.
A carta é um indicador claro de privação de liberdade, por vezes até no sentido mais literal. Isto deve ser tido em conta se a situação sobre a qual se faz a tiragem envolver esse risco (por exemplo, trata-se de algum esquema – neste caso, é útil lembrar que o Oito é a continuação do Sete de Espadas). Pode ser uma situação delicada envolvendo material comprometedor e chantagem. Numa versão mais simples, o Oito de Espadas descreve bem ficar preso num engarrafamento. Em combinação com outras cartas negativas, o Oito de Espadas pode avisar sobre doença ou trauma. Por vezes, a privação de liberdade acaba por ser mais interna – somos forçados a concordar com algo, a pagar pelos erros cometidos, a reconhecer e expiar a nossa culpa, pisando o pescoço da 'nossa própria canção'. Esta carta coloca a questão: quem é o principal nesta situação, quem a gere, de quem realmente depende o seu desfecho.
Pelo Oito de Espadas passam a desaprovação, a crítica, a calúnia, a discussão maldosa e a condenação, onde a pessoa se torna vítima, 'humilhada e ofendida' na coluna da infâmia. De forma semelhante ao Oito de Espadas, ele se sente na 'sistema', numa organização extremamente burocrática com regulamentos (por exemplo, ao lidar com o sistema judicial ou mesmo com o sistema de saúde).
O Oito de Espadas sublinha o caráter temporário dos problemas. Esta situação pode ser evitada, prevenida ou resolvida com as próprias forças. O melhor que esta carta tem é que contém um potencial de libertação.
Apertado e deprimido.
‘Inimigo de si mesmo’. Estado de impotência e indecisão, falta de liberdade e medo, ‘paralisia psicológica’. A personalidade não se desenvolve porque tem medo dos erros e das consequências da sua atividade. As dúvidas e o medo de fazer a escolha errada ‘cegam’. A pessoa prefere manter-se imóvel, afasta-se da tomada de decisões e ações concretas, e espera que alguém de fora decida tudo por ela.
O Oito de Espadas é como uma ideia fixa que exclui todas as alternativas da mente. Agir neste estado é geralmente impossível; é uma carta de autoparalisação, de aprisionamento. Todas as tentativas de agir de forma diferente encontram enorme resistência. O Oito de Espadas mostra que estamos a suprimir alguma parte da nossa personalidade. Frequentemente, são barreiras ou proibições internas que geralmente impomos a nós mesmos, mas preferimos encontrar a sua causa no ambiente envolvente. Essa posição típica do 'Sim, mas...' ('Eu faria isto e aquilo com prazer, mas...', 'Gostaria muito de ter isto e aquilo, mas...', 'Ficaria feliz em ser isto e aquilo, mas...').
Assim, o único obstáculo a essas coisas acaba por ser, na verdade, a relutância em dar um passo em seu próprio benefício. Esta carta mostra-nos que as limitações, dificuldades e proibições que sentimos como obstáculos não pertencem ao mundo exterior, mas refletem apenas os nossos próprios medos (não por acaso, o Arcano seguinte são os 'ataques de pânico' do Nove de Espadas). Embora por vezes possa ser apenas um afastamento temporário de algo ou uma limitação voluntária baseada em informações bastante fiáveis, geralmente o Oito de Espadas nos indica bloqueios que precisam ser superados e proibições que precisam ser eliminadas.
E aqui cada um tem a sua situação. As cartas circundantes podem dar uma pista, e muitas vezes o próprio tema da pergunta. Em geral, o Oito de Espadas chama sempre a atenção para o trabalho sobre si mesmo – o que está por trás do medo de declarar abertamente os seus desejos, da autolimitação voluntária?
Banzhaf e Akron enfatizam a ansiedade, os maus pressentimentos, a ampliação da importância dos problemas e os conflitos internos. Os bloqueios de pensamento podem manifestar-se tanto na sua natureza caótica como na sua dogmática. Timidez, acanhamento, medo de estar no centro das atenções.
Por vezes, a carta descreve uma pessoa caluniada, desonrada, ou simplesmente numa posição humilhada (em comparação com o habitual). Outras vezes, surge o sentimento de abandono e vulnerabilidade, de solidão total perante um destino cruel; mais raramente, comportamento autodestrutivo. Em qualquer caso, não se deve subestimar o sofrimento e a sensação de impotência associados a esta carta.
Esta carta tem algo em comum com o Enforcado, e também contém o motivo da vítima, do sacrifício no altar, do reconhecimento e da expiação. Pelo Oito de Espadas, sacrificamo-nos de uma forma ou de outra, agimos contra a nossa vontade natural, suportamos, resignamo-nos, capitulamos, subimos ao cadafalso para sofrer alguma execução. Um significado que muitas vezes se manifesta é o pagamento por erros, uma espécie de 'surra ritual' ao culpado.
É possível que a força de vontade e a firmeza se confrontem com uma influência demasiado destrutiva. Mas, na maioria das vezes, essa influência é representada por dúvidas e conflitos internos que impedem qualquer passo em direção ao objetivo. A contenção e o controlo são bons quando ajudam a alcançar o desejado, mas aqui o efeito é o oposto.
Arquetipicamente, o Oito de Espadas é a donzela em apuros, à espera do cavaleiro salvador e que de forma alguma concorda em salvar-se a si mesma. Talvez ela realmente não tenha quaisquer recursos para isso. As oito espadas cravadas verticalmente no chão simbolizam pensamentos limitadores, restritivos, que obstruem. São como uma fronteira que não pode ser violada.
No entanto, entre elas existe uma passagem percetível, uma trilha; elas não 'aprisionam' a sua vítima de forma irremediavelmente. Mas a pessoa não vê essa trilha porque, além disso, tem os olhos vendados. É importante que esta figura tenha muito mais possibilidades do que parece. O principal na carta não é a falta de saída, mas o facto de a pessoa não a procurar! Embora a água sob os pés (símbolo do subconsciente) sugira que a saída pode ser encontrada, inclusive com a ajuda dos sentimentos e da razão, não por via racional.
Estado de 'querer mas não poder'. A pessoa está 'arrancada da roda', alienada do comportamento habitual, fortemente limitada nas suas possibilidades e paga pelos erros. A alegoria tradicional da carta é o cativeiro, o aprisionamento, e aqui se vê a sua ligação com a XII casa das retribuições cármicas. Assim como no sono ocorre a estruturação da consciência, nos estados descritos pela XII casa ocorre a estruturação da memória cármica.
Do ponto de vista da vigília, o sono pode ser uma tragédia, mas em geral não há nada de terrível nisso. No sentido espiritual, o Oito de Espadas fala de um abrandamento do desenvolvimento; no entanto, os nossos objetivos e realizações globais permanecem os mesmos e não são postos em causa. A força limitada pode ser tanto um fator de obstáculo como de salvação. Ocorre a análise e avaliação das próprias ações, o resgate de uma dívida antiga. É uma carta de memória e reflexão profunda. Uma das correspondências esotéricas do Oito de Espadas é o sacrifício. Alegoricamente, o Arcano representa um sacrifício no altar do destino, ecoando os antigos mistérios e rituais em que se sacrificava uma virgem imaculada aos deuses.
Logicamente, o Oito de Espadas segue o Sete, que não tem as mãos limpas. Neste sentido, a carta diz que a pessoa sucumbiu à tentação por certas oportunidades, entendeu mal algumas situações da vida ou direcionou mal a sua atividade (para o que também alude a veste vermelha da mulher amarrada), e por enquanto não se moverá mais. A força metafísica confronta-se com a resistência passiva da matéria inerte (daí a sensação de que a alma está enredada e aprisionada pelas amarras da matéria, do corpo denso e estranho).
No sentido oculto, o Oito de Espadas reflete a 'teia' das inter-relações totais e a ligação entre tempo e espaço. Se o Quatro de Espadas é uma cela, um espaço fechado, o Oito de Espadas é um Labirinto estendido no espaço, mas igualmente fechado, onde o Minotauro espera. É preciso o fio de Ariadne para sair de lá (o conhecimento da Lei cármica sobre a sequência de ações). Enquanto a verdadeira liberdade interior não for alcançada, a pessoa não verá a libertação exterior.
Olhando para a carta, pode-se ter a impressão de que a mulher conseguiu sair da fortaleza que se ergue atrás, mas não pode usufruir da liberdade conquistada: parece-lhe que ainda é prisioneira, que os perigos a espreitam a cada passo. No entanto, o céu na carta está limpo; se olharmos com atenção, vemos que as amarras que prendem a mulher são fracas, e ela pode facilmente livrar-se delas. E as espadas não estão no seu caminho – estão todas ao lado. Parece que a tarefa é facílima – soltar as amarras, sentir-se livre e avançar com coragem! Mas não foi assim.
Aqui realmente nada é tão simples. No Oito de Espadas é forte o motivo da 'coluna da infâmia'. Quem se comportou mal no Sete de Espadas pode enfrentar censura e condenação, a sua reputação pode ser prejudicada, pode ser alvo de processo criminal, ir para a prisão e assim por diante. Mas tudo isto pode acontecer também num outro nível, não social, invisível. Como resultado de ações incorretas, o estatuto cármico deteriora-se, a pessoa é condenada pelo 'tribunal do destino' (e as palavras têm a mesma raiz, não por acaso) e recebe a retribuição sob a forma de limitações incompreensíveis que podem afetar os mais variados aspetos da sua vida.
Acredita-se que, na posição correta, se faz sentir no Oito de Espadas a influência de Virgem, e de uma forma muito aguda, mordaz – criticismo, julgamentos parciais, controlo meticuloso, censura, rotulagem, distorção e profanação das palavras. Curiosamente, a carta representa antes a vítima desse comportamento ('na coluna da infâmia').
A carta tem também relação com a primeira decana de Gémeos (que, tal como Virgem, é regida por Mercúrio). O signo de Gémeos simboliza a mudança de pensamentos e a transformação do intelecto humano em geral, que ocorre no momento da interação ativa da consciência com a realidade material externa. Todas as três decanas de Gémeos são regidas por planetas de fogo – Júpiter, Marte e o Sol – e o intelecto deste signo está sempre cheio de energia voltada para a busca de novos caminhos. Os representantes da primeira decana procuram, acima de tudo, novas possibilidades de pensamento na área da visão interior, através da imaginação mental. Esta decana simboliza a sublimidade da mente, a espontaneidade do seu movimento e metamorfoses inesperadas. Além de Júpiter, que confere à sua busca confiança e desejo de se apoiar em tradições espirituais, o regente da primeira decana de Gémeos é também Neptuno, que, ao diluir os limites do pensamento, pode torná-lo mutável e instável.
O mistério, ao contactar com a consciência, cria inspiração intelectual. Mas esta é exatamente a situação em que a razão, privada das suas antigas referências, terá de superar a contradição inerente ao próprio pensamento: a dualidade entre as imagens que a consciência encontra no mundo exterior e a forma como as perceciona. Num sentido mais amplo, esta decana simboliza as barreiras e limitações do mundo exterior que a consciência do homem é forçada a superar.
Na carta do Tarot está representada uma figura de mãos atadas e olhos vendados, que se encontra entre oito espadas formando uma barreira. A água no caminho indica o poder do subconsciente, e o castelo ao fundo fala de realizações passadas. A consciência deixou para trás a clareza da sua visão livre (o castelo construído) e mergulhou nas matérias contraditórias que a amarram. Ao ousar compreender o mundo exterior e ao abandonar as antigas conceções e pretensões de conhecimento, a razão tornou-se prisioneira da realidade envolvente. Avança cegamente ao encontro do desconhecido, mas a correta compreensão interior das coisas ajuda-a a ultrapassar as barreiras.
Júpiter em Gémeos descreve também uma agitação mental e dispersão, que distraem da busca pelo conhecimento autêntico e pelos fins superiores.
Luz e Sombra (conselho e advertência)
Conselho: apertar o cinto e limitar-se em algo. A situação exige humildade e submissão. Se quisermos fazer algo para a corrigir, a atual cegueira interior e incapacidade de nos compreendermos a nós e aos outros é tal que se tornará um obstáculo intransponível para avançar. É melhor deixar as coisas como estão, que se desenvolvam por si mesmas. Ainda não chegou a altura de se revelar. O recalcamento de sentimentos e desejos é necessário por enquanto. Ao mesmo tempo, é necessária a consciencialização das tendências destrutivas que impedem a manifestação da força de vontade. Por vezes, mudando a nossa atitude em relação a algo, podemos mudar significativamente a vida em geral. Advertência: a maioria dos problemas são inventados. O sono da razão produz monstros. Todos os obstáculos estão apenas na mente, e o nosso pior inimigo somos nós próprios. É muito difícil romper as amarras da preguiça, do medo e das ilusões para sair do estado de indefesa e da espera passiva pela salvação. Ninguém pode salvar o homem de si mesmo. Em qualquer caso, vale a pena testar a solidez de todas as fechaduras – a cela abre-se mais facilmente do que parece.
A carta diz que a pessoa tem de trilhar um caminho espinhoso. Enfrenta alguns obstáculos ao executar as suas tarefas profissionais. Pode ser o seu próprio medo e falta de competência, mas também algo organizacional – um círculo de deveres pouco claro, ou um sistema em que não se pode espirrar sem autorização do chefe, ou então a atividade é regulamentada por tantas regras, alterações e comentários que é de enlouquecer. Má organização do trabalho, muito tempo perdido.
A saída desta carta é uma espécie de más notícias. Frequentemente descreve um elemento de oposição entre colegas, conflito no trabalho, mas oculto, não manifestado externamente em discussões e insultos. A pessoa é 'apertada' no trabalho, não lhe permitindo manifestar plenamente as suas capacidades. Por vezes, ela própria reconhece a sua ignorância, lacunas na educação, falta de competência. Impossibilidade de defender os seus direitos.
Profissionalmente, a carta está relacionada com o sistema judicial e prisional, atividade em condições específicas onde a pessoa simplesmente se perde, sente-se um grão de areia. Outro significado é o desperdício de forças, esforços vãos, perspetiva de ficar diante de uma porta fechada. Falta de trabalho ou um trabalho que faz a pessoa sentir-se de mãos atadas.
Apertada. Situação em que a pessoa não pode permitir-se muito, por falta de meios. É a carta da 'dieta da fome'. Por vezes, isso está relacionado com o desejo de poupar para algo.
A carta fala de possíveis perdas financeiras, más notícias relativas a assuntos monetários, escassez de meios. A sua causa pode ser a demora, a incoerência, a contradição das próprias ações, bem como a influência dos outros. Um dos significados antigos - perda de dinheiro, roubo. Também – processo judicial, litígio.
Impassse, situação em que se está de mãos atadas. Contratos opressivos, obrigações financeiras inexequíveis, dificuldades em recuperar dívidas. Impossibilidade de 'tirar' o dinheiro investido a juro. Tradicionalmente, como causa dos problemas, o Oito de Espadas aponta para o risco injustificado, a ingenuidade, a ignorância em questões financeiras.
Ao mesmo tempo, encontram-se interpretações do Oito de Espadas como uma gestão racional dos recursos materiais, sucesso graças à própria perspicácia ou previdência.
O Oito de Espadas serve como um claro indicador de crise no relacionamento. Estão por um fio. Muito provavelmente, é um conflito oculto ou irresolúvel no momento (porque pelo menos uma das partes não quer dar um passo numa direção alternativa, ou melhor, 'não pode'). Desalinhamento de ações e necessidades, resultando na sensação de que um está no caminho do outro. Não se pode falar de alegria e sinceridade de sentimentos aqui; reinam o mal-entendido, a intransigência, os ataques mútuos, o falso desamparo, a relutância em considerar possíveis soluções. As tentativas de lutar contra proibições, limitações e tabus familiares que privam da sensação de liberdade podem ser descritas por outras cartas.
Crowley enfatiza a destruição da relação por culpa de um terceiro (ele chama a carta de 'Interferência'). Mas a maioria dos autores concorda que o medo e o receio de mostrar persistência, o fechamento em si mesmo, afastam a felicidade. Às vezes, o Oito de Espadas descreve relações 'desiguais', em que uma pessoa se torna essencialmente refém nas mãos de outra. Não é tão raro a carta descrever um estado de isolamento e solidão que a própria pessoa sente como desesperador, 'vida atrás do vidro'.
Na realidade, ele geralmente não toma nenhuma atitude ativa para mudar algo. A 'Bela Adormecida', independentemente do sexo, espera (e isso ainda é incerto!) a iniciativa do outro lado, sem querer dar um passo. Por trás disso, além da timidez e insegurança, esconde-se uma completa falta de interesse real por outras pessoas (o que geralmente a pessoa tem dificuldade em perceber, pois, em plena conformidade com o princípio da projeção, tende a acreditar que são os outros que não se interessam por ela). O isolamento pode ser de vários tipos, mas no campo semântico deste Arcano está intimamente ligado à indecisão, ao desamparo e à timidez. Um dos momentos mais importantes, simbolizado pela venda nos olhos da figura, é a relutância em abrir os olhos, reparar nas pessoas ao redor, aprender a percebê-las, dar-se conta de como elas se sentem.
Complexos sexuais, abundância de medos e proibições internas, rigidez por ilusões e prontidão inconsciente para se tornar vítima.
A sensação de abandono também está associada a esta carta.
O Oito de Espadas ata de pés e mãos, servindo assim como indicador de doenças e traumas, 'aprisionamento' em casa (mais raramente no hospital), necessidade de reduzir o ritmo de vida habitual, de abandonar as atividades planeadas. Fraqueza desagradável. Mas, ao contrário do Quatro de Espadas, que geralmente põe de cama a sério e por muito tempo, os problemas descritos pelo Oito de Espadas são temporários. Acredita-se que, com os devidos cuidados, a pessoa pode até evitá-los completamente.
Traumas, fraturas, tudo o que requer ligaduras.
Possível gravidez indesejada.
Bloqueios energéticos.
Por vezes – 'cativeiro' de doenças mentais (por exemplo, neurose obsessiva). A carta leva a pensar numa consulta com um psicólogo para identificar medos e superar algumas barreiras, especialmente na comunicação. Problemas de visão.
Falta claramente certeza nas interpretações desta carta. Tradicionalmente, considera-se que a ação é mais positiva – abre-se a liberdade de ação, os medos são infundados, o período de restrições está perto do fim, o destino não é tão implacável e consegue-se negociar com ele. Inventividade, espírito empreendedor. ‘Um raio de luz no reino das trevas’, algum sucesso em meio aos problemas. A pessoa como que tira a venda dos olhos e dá os primeiros passos.
Na posição invertida, o Oito de Espadas pode indicar uma traição que ocorreu no passado, dificuldades, trabalho pesado, depressão, estado de espírito oprimido, ansiedade, acidente, situação imprevista, oposição (geralmente inesperada ou de um lado inesperado).
Todos os casos em que um decide pelo outro.
Com o Louco – loucura de um membro da família. Com o Cavaleiro de Paus – partida inesperada.
Com o Mago – a ação do Oito de Espadas é enfraquecida, surge uma sensação de força e compreensão da essência do que acontece. Hierofante – suaviza a ação da carta.
Com a Carruagem – a ação do Oito de Espadas é enfraquecida, pois a Carruagem simboliza dinâmica, controlo e grande autoconfiança.
Eremita – reforça a ação da carta.
Com a Roda da Fortuna – nada de terrível ou desagradável.
Com o Diabo – má combinação, que intensifica ao máximo a confusão e as limitações, as amarras.
Torre – reforça a ação da carta.
Com a Lua – confusão total, falta de clareza.
Com o Dois de Paus - a ação do Oito de Espadas é enfraquecida, a indecisão e o medo dão lugar à confiança e à força. Mas também há opinião contrária!
Com o Dez de Espadas – 'mentalidade deficiente' (segundo Guggenheim), filosofia da impotência.
Com o Três de Pentáculos – competência, planeamento, a ação do Oito de Espadas é enfraquecida.
Com o Nove de Pentáculos – incompetência profissional (segundo Guggenheim).
Rei de Copas – suaviza a ação da carta.
Ahasverus (Judeu Errante)
Ulisses
Holandês Voador
Labirinto do Minotauro
Cartas do mesmo grupo

Ás de Espadas

Dois de Espadas

Três de Espadas

Quatro de Espadas

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Valete de Espadas

Cavaleiro de Espadas

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